Uma das coisas mais surpreendentes, para o bem e para o mal, de viajar para a Índia e o Japão foi a burocracia necessária para conseguir os vistos.
Só o fato dos dois países exigirem vistos foi inesperado para mim. Mas ok, cada país decide o que prefere. No entanto, os consulados brasileiros não facilitam. O processo, em teoria, não é demorado (3 úteis para cada visto). Mas, por exemplo, para conseguir o visto da Índia de negócios, é obrigatório receber uma carta original CARIMBADA vinda de alguma empresa na Índia. Já o Japão exige a declaração de imposto de renda completo, entre outros documentos inesperados. Não é como no consulado dos EUA, em que eles recomendam que se leve os documentos mas não necessariamente pedem para vê-los. Nos consulados “orientais” você não consegue nem dar entrada no visto se não tiver absolutamente todos os documentos requeridos. E ainda há o risco da atendente brasileira do consulado da Índia te olhar com uma brasilidade profunda, dizendo que não pode te ajudar.
Foi difícil também porque o consulado do Japão, por exemplo, só recebe pedidos de visto das 9 às 11 da manhã em alguns dias da semana.
O processo foi stressante, confesso. Em vários momentos a viagem perigou, pois foi tudo organizado com pouca antecedência. Então, é preciso planejar. Antecedência, paciência e muita boa vontade para ligar para os consulados e reconfirmar os documentos requeridos, pois nem sempre as listas do site estão completas.
O lado legal é que os dois vistos são bonitinhos, quando finalmente chegaram no meu passaporte. Olhem só:

